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Che Guevara não representa meu time.   Leave a comment

A muito venho acompanhando certos seguimentos da torcida do Cruzeiro levantando a bandeira desse assassino romantizado pela historia contada e distorcida por professores radicais , um ato de ingenuidade da juventude, e de alguns que aderem facilmente a modinhas de camisetas estampadas.

Dedo Duro , traidor , assassino que não tomava banho , alem de não gostar de mexicanos e negros , é esta a figura desprezível que não tem nenhuma ligação com o Brasil que os bobalhões que se dizem Cruzeirenses insistem em divulgar , simplesmente  porque é “cool” .

Em seus julgamentos prévios que culminavam com a execução de inocentes no paredão, Che simplesmente alegava dizendo  “Ele vestia o uniforme azul de Batista”, mais uma ironia para esses que se dizem Cruzeirenses, mas que na verdade são oportunistas alienados.

Aqui vai um video e algumas matérias.

Che Guevara e meu time não

Santo Che Guevara – Carlos Sabino

Confira mais em Artigos.Por Carlos Sabino.
Tradução: Ernane Garcia.Infolatam.
Guatemala, 8 de outubro 2007.Carlos_Sabino

Ele é lembrado como um mártir, generoso, incorruptível, cheio de amor pela humanidade, especialmente pelos mais pobres e mais oprimidos. Rodeado agora da auréola da santidade – uma santidade laica, é claro – como um personagem nobre e idealista, que lutou por uma utopia que propunha a criação de um novo homem, revolucionário e altruísta. Seu fim trágico é sempre recordado, assassinado quando havia se rendido, depois de fracassar em uma experiência guerrilheira que o levou até as selvas bolivianas à frente de um punhado de homens. Glorificado hoje, quarenta anos após sua morte, transformado em um mito que apela aos sentimentos mais puros da juventude.Assim ocorre porque o Che, e a estranha parábola de sua vida, oferecem o material propício para construir, em torno dele, a imagem mítica que os seres humanos sempre queremos tecer em nossos sonhos, porque ela parece apelar a certos valores que se apresentam como puros, superiores, próprios de um humanismo não contaminado. Mas a verdade, sabemos bem, pouco tem a ver com a sua suposta santidade ou com esta imagem idealizada pelo tempo.

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O Che nunca alcançou o poder supremo e, por isso, pode ser mais facilmente canonizado do que outras figuras que se converteram em escravizadores despóticos de povos inteiros: Mao, Lênin, Ho Chi Minh ou Tito, por exemplo.

Mas Ernesto era sem dúvida um deles, um revolucionário disposto a tudo para impor sua visão de mundo, não por convencimento, sim por meio da violência mais encarniçada, desejoso de criar ditaduras totalitárias nas quais o ser humano perde todo vestígio de liberdade. Morreu em uma encruzilhada trágica, não cabe dúvida, no entanto sucumbiu quando tratava de levantar em armas um povo que queria viver em paz, quando tratou de subverter a ordem de um país que não o havia chamado, quando sua aventura fracassou do modo mais estrondoso ante a indiferença ou o profundo rechaço dos mesmos camponeses os quais queria incorporar à sua guerra santa.

Sim, é certo que se moveu pelas idéias às quais entregou sua vida e que não se deteve ante qualquer sacrifício. Mas não se pode esquecer que pelo caminho não teve a menor piedade daqueles que se opuseram à sua cruzada violenta e que não hesitou em matá-los, com as próprias mãos, quando teve oportunidade, os quais julgou como burgueses ou contra-revolucionários, escórias de um mundo que queria destruir pela raiz.

Sua dureza e paixão sem limites por essa utopia, à qual queria arrastar os demais, parecem-me mais as atitudes de um fanático ou de um inquisidor do que as de um santo ou um modelo de humanismo. Seu martírio não foi o daqueles que enfrentraram os leões do coliseu romano de mãos vazias, sim o do portador de uma metralhadora que queria levar uma guerra implacável a todo um continente. Che Guevara queria muitos Vietnãs, porque não lhe bastavam os milhares de mortos que a guerra na Indochina produziu.

E, por último, algumas perguntas sobre o seu trágico fim: Valia mais a vida de Che Guevara do que a desses jovens soldados indígenas que morreram por culpa de sua aventura descabida? Por que não se lembrar também deles, de todos os cubanos e congoleses que tiveram o infortúnio de deparar-se com a dura realidade que as suas ilusões utópicas provocavam?

Disponível em: http://www.infolatam.com/2007/10/08/san-che-guevara/

Também em: http://verdaderoche.blogspot.com/2007/10/san-che-guevara.html

Carlos Sabino é sociólogo (UBA) e Doutor em Ciências Sociais (Universidad Central de Venezuela). Foi professor visitante no Center for Study of Public Choice de la George Mason University, nos Estados Unidos. Atualmente é professor da Universidad Francisco Marroquín, na Guatemala, e é membro do Center of Global Prosperity. É autor de vários livros, entre eles “El fracaso del intervencionismo: Apertura y libre mercado en América Latina”. Nasceu em Buenos Aires, no bairro Flores, em julho de 1944.

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O mito Che Guevara – Rodrigo Constantino

Por Rodrigo Constantino.
O GLOBO. 14/06/2011.Confira mais em Artigos.
“Amo a humanidade; o que não suporto são as pessoas”. (Charles Schultz)Estivesse vivo, Ernesto “Che” Guevara completaria hoje 83 anos de idade. O guerrilheiro tornou-se ícone das esquerdas, e é visto como um idealista disposto a dar a vida pela causa. Adorado em Hollywood e Paris, Che foi eternizado pela foto tirada por Korda, que virou estampa de camisetas e biquínis. A ironia do destino transformou o comunista em lucrativa marca de negócios.Mas, como alertou Nietzsche, a morte dos mártires pode ser uma desgraça, pois seduz e prejudica a verdade. Pouca gente sabe quem Che foi de fato. Se soubessem, talvez sentissem vergonha de defendê-lo com tanta paixão. Seus fãs deveriam ler “O verdadeiro Che Guevara”, de Humberto Fontova, e ver o documentário “Guevara: anatomia de um mito”, de Pedro Corzo. É impossível ficar indiferente diante de tantos relatos sombrios das vítimas de Che.Nem deveria ser preciso mergulhar mais fundo nos fatos. Basta pensar que Che foi um grande colaborador da revolução cubana, que instaurou a mais longa ditadura do continente, espalhando um rastro de morte, miséria e escravidão na ilha caribenha. Mas uma pesquisa minuciosa gera ainda mais revolta. Aquele que gostaria de criar na América Latina “muitos Vietnãs” era mesmo um ser humano deplorável.A cegueira ideológica alimentada pela hipocrisia prejudica uma análise mais isenta dos fatos. Não é preciso muito esforço para verificar que Che Guevara era justamente o oposto do santo que tentam criar. O homem sensível de “Diários de motocicleta” era o mesmo que declarou que “um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar movida apenas pelo ódio”. Se ao menos os cineastas engajados tivessem lido o diário completo!Até mesmo as supostas cultura e erudição de Che foram enaltecidas por intelectuais como Sartre. A realidade, uma vez mais, parece menos nobre: um dos primeiros atos oficiais de Che após entrar em Havana foi uma gigantesca queima de livros. Além disso, Che assinou as sentenças de morte de muitos escritores cujo único “crime” fora discordar do regime. Quanta paixão pela cultura!

As estimativas apontam para algo como 14 mil execuções sumárias na primeira década da revolução, sem nada sequer parecido com um processo judicial. Dezenas de milhares de cubanos morreram tentando fugir do “paraíso” comunista. Cuba tinha uma das maiores rendas per capita da região em 1958, e teve sua economia destroçada pelas medidas coletivistas do ministro Che. Nada disso impediu a revista “Time” de louvá-lo como um herói, ao lado de Madre Teresa de Calcutá.

Roqueiros como Santana gostam de associar sua imagem à de Che. Será que ainda o fariam se soubessem que sua primeira ordem oficial ao tomar a cidade de Santa Clara foi banir a bebida, o jogo e os bailes como “frivolidades burguesas”? O próprio neto de Che, Canek Sánchez Guevara, não escapou da perseguição. O guitarrista sofreu nas garras do regime policialesco que seu avô ajudou a criar, e preferiu fugir de Cuba. Homossexuais também foram vítimas de perseguição e acabaram em campos de trabalho forçado. Quanta compaixão!

Sobre a imagem de desapegado de bens materiais, a vida de Che também prova o contrário. Após a revolução, ele escolheu como residência a maior mansão cubana, em Tarara, uma casa à beira-mar com amplo conforto e luxo. A casa fora expropriada de um rico empresário. Além disso, quando Che foi morto na Bolívia ele ostentava um Rolex no pulso. Parece que nem os guerrilheiros resistem às tentações capitalistas.

Aqueles que conseguiram fugir do inferno cubano e não precisam mais temer a represália do regime relatam fatos impressionantes sobre a frieza de Che. Foram centenas de execuções assinadas em poucos meses, e Che gostava de assisti-las de sua janela. Em algumas ele pessoalmente puxou o gatilho. Ao que tudo indica, Che parecia deleitar-se com a carnificina. Até mulheres grávidas foram executadas no paredão comandado por Che. Nada disso consta nas biografias escritas por aqueles que utilizam o próprio Fidel Castro como fonte. Algo como falar de Hitler usando apenas os relatos de Goebbels.

A ignorância acerca destes fatos explica parte da idolatria a Che Guevara. Mas, como lembra Fontova, “engodo e muita fantasia também o explicam, tudo alimentado de um antiamericanismo implícito ou explícito”. Che, assim como Fidel, desafiou o “império” ianque, e isso basta para ser reverenciado por idiotas úteis da esquerda. Que ele tenha sido uma máquina assassina, isso é um detalhe insignificante para alguns.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2011/06/14/o-mito-che-guevara-386335.asp

Também em: http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2011/06/o-mito-che-guevara.html

Confira na Videoteca: Rodrigo Constantino fala sobre Che Guevara em vídeo:

Em homenagem ao aniversário de Ernesto “Che” Guevara de la Serna, 14 de junho de 2011, data em que o ícone esquerdista completaria 83 anos de idade, Rodrigo Constantino recomenda a leitura do livro do cientista político e jornalista cubano-americano, Humberto Fontova: O verdadeiro Che Guevara: e os idiotas úteis que o idolatram, editora É Realizações, 2009. O livro acompanha o excelente documentário de Pedro Corzo, “Che Guevara: Anatomia de um mito”.

Rodrigo Constantino é formado em Economia pela PUC-RJ, e tem MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha no setor financeiro desde 1997. É autor de cinco livros: “Prisioneiros da Liberdade”, “Estrela Cadente: As Contradições e Trapalhadas do PT”, “Egoísmo Racional: O Individualismo de Ayn Rand” ,”Uma Luz na Escuridão” e “Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca”. É colunista da revista Voto, do caderno Eu&Investimentos do jornal Valor Econômico, do jornal O Globo e do site OrdemLivre.org. É membro-fundador do Instituto Millenium e diretor do Instituto Liberal. Foi o vencedor do Prêmio Libertas em 2009, no XXII Fórum da Liberdade.

Leia mais.   http://overdadeirocheguevara.blogspot.com.br/

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Publicado 27 de agosto de 2013 por cruze1ro em HISTORIA

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